O amor não faltou. A tradução, sim.

Às vezes, o problema não é falta de amor.É falta de tradução.

“Durante muito tempo eu acreditei que, quando alguém fazia muito por mim, isso significava que estava me ouvindo.
Hoje eu sei que não é a mesma coisa.”

Há pessoas que, quando você diz “estou com medo”, oferecem soluções.
Quando você diz “estou cansada”, oferecem conselhos.
Quando você diz “isso me machucou”, oferecem justificativas.
E fazem tudo isso porque amam.

Mas amar não impede que a gente erre o caminho.
Porque o outro não precisava de uma resposta brilhante.
Precisava sentir que a sua dor encontrou um lugar seguro para existir.

Aprendi também que o contrário é verdadeiro.
Às vezes, eu ofereci aquilo que eu sabia dar.
Expliquei quando o outro queria silêncio.
Resolvi quando ele queria companhia.
Insisti quando ele precisava apenas de tempo.

Nenhum de nós fazia isso por mal.
Cada um entregava o melhor que tinha nas mãos.
Mas o melhor nem sempre é aquilo de que o outro precisa.

Hoje eu acredito que um relacionamento muda quando deixamos de perguntar:
“Como eu demonstro amor?”
E começamos a perguntar:
“Como você consegue receber o meu amor?”

“Porque cuidado não é oferecer o cappuccino mais bonito.
É perceber que, naquele momento, o outro só precisava de um copo de água.”

E talvez a grande mudança não esteja em encontrar outra pessoa, mas em aprender a compreender a pessoa que já está ao nosso lado.Porque, muitas vezes, o relacionamento não precisa terminar. Ele precisa que duas pessoas aprendam a linguagem emocional uma da outra.

Porque cuidado não é oferecer o cappuccino mais bonito.É perceber que, naquele momento, o outro só precisava de um copo de água.

E, às vezes, um copo de água é a forma mais profunda de amor que existe.

#Amor #Empatia #Compreensão #Relacionamentos

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